Exagero da estética

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Começo agora minha coluna “Opinião” na qual vou comentar as notícias veiculadas na mídia sobre odontologia. Hoje vou falar sobre a matéria “Exagero da Estética” veiculada recentemente na revista IstoÉ, edição nº 2432 (leia a matéria aqui)

Fiquei muito feliz quando vi que uma revista de circulação nacional dedicou espaço para este tema e não foi à toa: segundo o próprio texto, o número de procedimentos estéticos e odontológicos cresceu 300% entre os anos de 2014 e 2015, apenas na região Sudeste.

Isso mostra o quanto o mercado da odontologia estética está aumentando e o quanto ele está sendo valorizado. É cada vez maior o número de pessoas que conseguem mudar suas vidas e recuperar a autoestima através das novas técnicas. Problemas que antes não tinham solução (ou que não traziam resultados satisfatórios) são coisa do passado. Hoje pessoas que têm dentes manchados por conta de antibióticos, tortos, faltando ou desgastados (que acabam envelhecendo a face), podem se beneficiar de soluções viáveis e seguras. Além da beleza, estas técnicas também podem proporcionar o bem-estar do paciente e devolver-lhes a saúde bucal.

É claro que dentro deste contexto existe o exagero. Infelizmente alguns profissionais que pensam apenas no dinheiro vão supervalorizar tratamentos ou empurrar técnicas para pacientes que não precisam delas. E na busca por um sorriso perfeito, o paciente pode cair nesta armadilha pois, se ele não tiver noções de estética, vai pedir dentes grandes e brancos que podem não ser adequados ao seu tipo físico.

Penso que a solução para definir quais técnicas serão utilizadas é o bom senso: o profissional (não só da odontologia, mas de todas as áreas) deve se esforçar para entender as queixas do paciente e entregar apenas serviços que irão trazer-lhe benefícios. Até porque os tratamentos sacrificam as estruturas dentárias. No caso das facetas laminadas, por exemplo, em 90% dos casos é preciso realizar um desgaste no dente (que está cada vez menor pois as facetas estão mais finas e o desgaste é feito de forma milimetricamente controlada).

Por isso, antes de se submeter a um tratamento odontológico estético, procure um profissional de confiança e converse com ele sobre suas expectativas, a melhor técnica para seu caso e sobre os resultados reais e positivos que você poderá obter.

Resumindo:

– Na hora de realizar um tratamento, deve prevalecer o bom senso;

– O profissional deve apresentar ao paciente todas as alternativas e ajudá-lo a entender qual o melhor tratamento para ele;

– O cirurgião-dentista deverá evitar a realização de técnicas que não trazem bons resultados, como os mostrados na reportagem como excesso de branco ou dentes muito grandes que comprometam a harmonia da face.

Heitor Cosenza
Heitor Cosenza
Dr. Heitor Bernardes Cosenza Cirurgião Dentista pela Faculdade de Odontologia de Bauru – USP, Especialista em Implantodontia pela Associação Paulista de Cirurgiões Dentistas, Mestre em Implantodontia pela USC Bauru, Pós-graduado em Odontologia Estética pelo SENAC São Paulo e Coordenador da Especialização em Prótese Dentária da F1 Cursos.

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